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Defensoria entra na Justiça contra Prefeitura de Juiz de Fora e cobra medidas após chuvas de fevereiro

Câmara de Juiz de Fora debate impactos das chuvas de fevereiro e reconstrução da cidade A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) ajuizou uma Ação Civil...

Defensoria entra na Justiça contra Prefeitura de Juiz de Fora e cobra medidas após chuvas de fevereiro
Defensoria entra na Justiça contra Prefeitura de Juiz de Fora e cobra medidas após chuvas de fevereiro (Foto: Reprodução)

Câmara de Juiz de Fora debate impactos das chuvas de fevereiro e reconstrução da cidade A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Prefeitura de Juiz de Fora pelos impactos causados pelas chuvas intensas que atingiram a cidade a partir de 23 de fevereiro deste ano. Os temporais provocaram enchentes, inundações, deslizamentos de terra e deixaram 66 mortos, além de milhares de pessoas desabrigadas e desalojadas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Em nota, a prefeitura informou que só vai se manifestar sobre o caso quando for oficialmente notificada. Segundo a Defensoria, houve uma 'omissão estrutural' da administração municipal na prevenção e na redução dos riscos, que já eram conhecidos por meio de estudos técnicos anteriores. LEIA TAMBÉM: Tragédia com 72 mortos na Zona da Mata mineira é o 4º maior desastre por chuvas no Brasil nos últimos dez anos Juiz de Fora ainda tem ‘amontado’ de destruição 2 meses após chuva que deixou 66 mortos; FOTOS Na ação, a DPMG aponta que os problemas afetam direitos fundamentais da população, como o acesso à moradia segura, à saúde, ao saneamento básico, ao meio ambiente equilibrado e a uma cidade sustentável. O pedido é para que o processo tenha tramitação como uma ação estrutural e que a Prefeitura apresente dois planos: um emergencial e outro de longo prazo, com medidas de prevenção de riscos relacionados a enchentes, inundações e deslizamentos. A Defensoria também solicita que sejam estabelecidos prazos para a apresentação e execução das medidas. O que acontece agora? A Ação Civil Pública será analisada pela Justiça. Caso entenda que houve falhas, o juiz pode determinar medidas para reduzir riscos de novos desastres. As partes ainda podem recorrer das decisões. Chuvas deixaram rastro de destruição Chuvas de fevereiro deixaram 66 mortos em Juiz de Fora, foto de arquivo REUTERS/Pilar Olivares Em fevereiro de 2026, fortes chuvas atingiram cidades da Zona da Mata, entre elas Juiz de Fora e Ubá. O volume intenso de água provocou alagamentos, deslizamentos, quedas de barreiras e danos em imóveis. Juiz de Fora: diversos bairros tiveram deslizamentos de encostas e casas soterradas. A cidade contabilizou 66 mortes. Ubá: também foi afetada por temporais e enchentes, com registro de 8 mortes. Cataguases e Matias Barbosa: foram cidades muito atingidas pelas chuvas, mas não registraram mortes. Com 74 mortes ao todo, a tragédia é o quarto maior desastre causado por chuvas no Brasil na última década, conforme o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que monitora os dados desde 2016. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes