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Operação investiga contratos da Prefeitura de Ubá firmados durante calamidade pública após enchentes de fevereiro

Prefeitura de Ubá é alvo de operação do Ministério Público e da Polícia Civil Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Polícia...

Operação investiga contratos da Prefeitura de Ubá firmados durante calamidade pública após enchentes de fevereiro
Operação investiga contratos da Prefeitura de Ubá firmados durante calamidade pública após enchentes de fevereiro (Foto: Reprodução)

Prefeitura de Ubá é alvo de operação do Ministério Público e da Polícia Civil Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Polícia Civil (PCMG) investiga contratos públicos feitos pela Prefeitura de Ubá, na Zona da Mata mineira. Entre as apurações estão possíveis irregularidades na construção do Centro Administrativo e contratos celebrados durante o período de calamidade pública provocado pelas enchentes que atingiram o município em fevereiro de 2026. Entre os investigados estão autoridades e ex-integrantes do Poder Executivo municipal, secretários e ex-secretários, assessores e ex-assessores, empresários e pessoas jurídicas. A Operação Epicentro cumpriu mandados judiciais entre segunda-feira (19) e esta quinta-feira (22). Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 250 milhões em bens dos investigados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp A ação apura suspeitas de organização criminosa, peculato, fraudes em licitações e contratos, corrupção e lavagem de dinheiro. As investigações envolvem possíveis irregularidades na construção do Centro Administrativo de Ubá, iniciada em 2022, durante a gestão municipal anterior. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Ubá para solicitar um posicionamento sobre as investigações, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. Segundo o MPMG, perícias técnicas identificaram indícios de manipulação no processo de licitação e de subavaliação de imóveis públicos municipais negociados com a empresa contratada como forma de pagamento pela obra. De acordo com o órgão, as negociações podem ter provocado prejuízo milionário aos cofres públicos. Também são investigadas possíveis irregularidades ambientais em permutas de terrenos destinados a áreas verdes e equipamentos comunitários. Contratos públicos também são investigados Operação apreendeu veículos, máquinas e materiais considerados relevantes para a investigação MPMG/Divulgação A apuração inclui suspeitas de direcionamento de contratos administrativos para empresas e empresários ligados aos agentes políticos investigados. Entre os casos estão contratos firmados durante a atual gestão municipal para serviços de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos. Segundo o Ministério Público, há indícios de falsidades e lavagem de dinheiro, com a possível utilização de “laranjas” para a prática dos crimes. Os investigadores também apuram relatos de ameaças e intimidações contra pessoas que contrariassem os interesses dos suspeitos. As investigações abrangem ainda contratos celebrados durante o período de calamidade pública provocado pelas enchentes que atingiram Ubá em fevereiro de 2026. Mandados foram cumpridos em quatro cidades A operação ocorreu em três etapas. No dia 19 de outubro, foram cumpridos 17 mandados de busca e sete de indisponibilidade de bens em Ubá, Juiz de Fora, Leopoldina e Visconde do Rio Branco. No dia 21, as equipes cumpriram 28 mandados de busca e 17 de indisponibilidade de bens em Ubá, Divinésia, Belo Horizonte e Congonhas. Já no dia 22, foram cumpridos quatro mandados de busca e quatro de bloqueio de bens, todos em Ubá. A Justiça também determinou a indisponibilidade de 24 imóveis que haviam sido permutados pelo município para a construção do Centro Administrativo. Veículos e máquinas foram apreendidos Além do bloqueio de aproximadamente R$ 250 milhões em bens dos investigados, a operação apreendeu veículos, máquinas e materiais considerados relevantes para a investigação. Os itens serão analisados pela força-tarefa. A ação reuniu integrantes do MPMG, da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Juiz de Fora, além de agentes do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCOC) de Visconde do Rio Branco. Segundo os órgãos responsáveis, os nomes dos investigados não serão divulgados neste momento para preservar o andamento das apurações. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em Belo Horizonte. LEIA TAMBÉM: Prefeitura de Ubá é alvo de operação do Ministério Público e da Polícia Civil CPI da Saúde é instalada pela Câmara para investigar emendas parlamentares em Juiz de Fora ASSISTA: Prefeito de Ubá confirma operação da Polícia Civil para apurar contratos públicos Prefeito de Ubá confirma operação da Polícia Civil para apurar contratos públicos VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes